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CACTO

CACTO

Uma espinha colateral

Por COELHO DE MORAES, crítica

Não desgosta e nem se gosta de obras de arte. CACTO é uma delas.

Sofre-se, a obra de arte. Esse é o papel do humano-platéia que se dá a audições e assistências. Sofrer a obra.

Tivemos a oportunidade de presenciar as apresentações do grupo paulista  da peça CACTO, de Sergio Spina (ele escreveu e atua e dirige a obra) que aconteceram nos dias 16 e 17 de abril de 2005, Theatro Municipal de Mococa.  Mas, me atenho à data de 15 de Abril, aqui na cidade de Mococa, quando da pré-apresentação, com espírito crítico.

Trata-se de uma obra íntima. Intimista, por vezes e pos isso digna de várias interpretações, ou de vários olhares.

Trata-se de uma obra que se expõe e que expõe seu autor, daí retiramos impar conteúdo verdadeiro e dramático. Um corte da vida espinhosa do Spina.

Spina conta suas dores e a procura do seu norte de maneira moderna e fluida. Ele não se perde em lamúrias pueris e, evita o lugar comum da música que acompanha a seqüência para que a platéia possa respirar. Não. A obra flui e, enquanto flui, vai juntando peças de um quebra-cabeças vital. Se há música ela comenta e ilustra o momento e a memória.  As várias partes da vida do autor se mostra clara e sem subterfúgios. Não há dúvidas. Mas, há muita indecisão. Ou seja, falamos de seres humanos e assim deve ser.

 

As espículas que percebemos, as espículas do CACTO, aparecem na platéia, mas a platéia só as percebe quando se levanta para sair. É quando a ponta penetra fundo na alma e a platéia nota que Spina enfiava com segurança cada uma das espículas (ou das espinhas de Spina) no tecido imaginário de quem o assiste, com seu texto bem tecido, suas palavras cinzeladas  ferro, e seu humor negro sutil.

Além de tudo tivemos a honrar de acompanhar a arte de

Lineu Carlos Constantino (senhor 2º Ato),  Luís Antônio (Menino 1º Ato),  Roberta Fonseca (Mulher 1º Ato) e
Sérgio Spina.

CACTO é, no primeiro dia ,  só para ser visto. No segundo dia só ouvido. No terceiro dia juntar-se-á tudo e terá um discurso dialético que nos mandará para a dramaturgia brasileira psicológica do novo século, sem exageros, mostrando frescor e garra dos que não temem dar murro em ponta de faca, ou se apoiar em espinhos para se levantar de vez.

 



Escrito por COELHO DE MORAES às 10h23
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